Resenha: Autoridade, de Jeff Vandermeer

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Livro: Autoridade
Autor: Jeff Vandermeer
Editora: Intrínseca
Ano: 2015 
Páginas: 384 
Avaliação: ★★★★✰ 

  Hoje vamos falar do segundo livro da Trilogia Comando Sul, Autoridade. Nem preciso dizer que eu fiquei muito feliz quando eu soube que já tinham lançado o segundo livro, já que eu devorei o primeiro. Para quem não viu a resenha do Aniquilação, vale a pena dar uma olhada para conseguir entender melhor a história.
  Vamos lá!
  Anteriormente pudemos acompanhar a trajetória da bióloga e suas descobertas dentro da área, mas agora teremos os acontecimentos em outra perspectiva: sob o olhar de Controle.  O diretor do departamento que investiga a Área X.
  Controle é convidado para dirigir o departamento, como uma forma de garantir que este trabalho seja duradouro e que possa construir uma sólida carreira profissional, já que em todos os empregos ele ficou um curto período de tempo e as mudanças de cidades eram bastante rotineiras. Então, ele se vê frente a proposta de trabalhar em um local onde passou a infância e  adolescência e decide aceitar a oferta de emprego. Ele é um homem acostumado a viver sozinho, bastante curioso e que ao chegar no departamento, se depara com algumas irregularidades que o fazem questionar a validade e a seriedade da operação. Seu primeiro contato é com a diretora assistente, que logo de início podemos observar uma certa devoção a antiga diretora do departamento, dificultando seu relacionamento com Controle. Durante alguns momentos do livro, temos acesso a alguns flashs de memória que nos fazem compreender porque Controle é algumas vezes fechado e não muito receptivo a diálogos.
  Quando Controle chega para chefiar o departamento, ele passa por diversas salas para conhecer o ambiente e se depara com a sua primeira tarefa: conversar com a bióloga e extrair possíveis informações que ela tenha ocultado das entrevistas anteriores, após sua chegada da expedição. Além disso, ele descobre que a Área X é na verdade um acontecimento natural, em um perímetro determinado e em um momento não identificado. A delimitação deste território é realizada por um barreira invisível, cuja porta de entrada se dá através de um portal.
  Controle decide investigar sobre o passado do departamento, a fim de avaliar possíveis fracassos e sucessos das expedições anteriores e verificar a possibilidade de uma nova abordagem de pesquisa. E é neste momento em que ele se depara com alguns mistérios que envolvem a Área X, que talvez podem não ser solucionados.
  Eu gostei bastante deste segundo livro e comecei a entender alguns acontecimentos do primeiro livro que me deixaram com dúvidas. Apesar de ser uma leitura densa, que requer bastante atenção, o autor conseguiu fluir com a escrita do livro sem citar detalhes desnecessários, fazendo com que tudo fosse interligado e com um propósito a ser revelado no final. Como todos sabemos, o segundo livro de uma trilogia é o elo que liga o primeiro e o terceiro livro, nos dando uma visão geral sobre os acontecimentos e esclarecendo algumas pontas soltas do livro anterior.
  O autor conseguiu corresponder as minhas expectativas, eu fiquei bastante convencida da teoria que eu criei acerca da Área X e acredito que ao ler o terceiro livro, ficarei feliz em perceber que consegui desvendar o possível mistério que envolve a área. O que me resta é esperar ansiosa pela continuação, que deve ser lançada ainda neste final do ano.
  Só posso dizer que, mesmo tendo uma escrita densa, Jeff Vandermeer ganhou meu coração e com certeza comprarei mais livros dele.

  Beijos.


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