Resenha: Hellraiser, de Clive Barker

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2 Comentários

Livro: Hellraiser
Autor: Clive Barker
Editora: Darkside
Ano: 2015
Páginas: 150
Avaliação: ★★★★

Vamos falar sobre o Hellraiser!
  Confesso que pelo filme, eu já tive uns spoilers suficientes. Mas como o filme veio bem antes do livro (pelo menos aqui no Brasil), será difícil encontrar alguém que não o tenha visto. Para quem não sabe bem do que eu estou falando, é fácil usar como referência aquelas fantasias de Halloween onde as pessoas colocam pregos na cabeça, o famoso Pinhead. 
  O livro conta a história de Frank e a caixa de Lemarchand. A princípio, o que Frank conhece da história da caixa é que ela é um portal capaz de, quando decifrado e solucionado o quebra cabeça que ela possui, liberar prazer.
  Frank está decididamente em busca de um prazer inimaginável e por este motivo, ele viaja em busca da caixa e quando a consegue, começa a tentar decifrá-la. De certo modo, ele sabe que a caixa é um portal para os cenobitas. Os cenobitas são os seres que viajam através de brechas que servem como um portal, em busca de levar os humanos ao inferno, oferecendo uma recompensa para quem desvenda a caixa, que é o prazer e a dor absoluta por toda a eternidade. Além disso, uma de suas principais características é o sadomasoquismo já que eles gostam tanto de oferecer dor, quanto recebê-las. Se vocês quiserem saber mais sobre os cenobitas e ter uma aula desses seres do mundo Barker, cliquem aqui, vocês vão para um site bem legal que me ajudou bastante na pesquisa sobre os cenobitas e suas "preferências".
  A história começa com Frank desvendando o quebra cabeça da caixa e em paralelo, conta a história de um casal, formado por seu irmão Rory e Julia, sua cunhada.
  O casal se revela na história, quando decidem se mudar para uma casa de família que, segundo Rory, tinha tentado colocar a venda, mas sem sucesso já que Frank estava ausente há tanto tempo que não era capaz de ser encontrado. Julia tem algumas lembranças de Frank. Lembranças que antecedem seu casamento, quando tiveram um momento sexual entre os dois. Além disso, a mudança faz com que fique mais evidente o conflito conjugal entre o casal, já que Julia está distante de seu marido e bastante incomodada com a nova casa. Durante sua mudança, Julia reencontra uma "amiga" de Rory, da qual, por parte dela, percebemos que há uma leve paixonite por Frank (para quem viu o filme, estou falando do Kirsty, que eu pude perceber que lá ela se tornou filha dele para evitar uma impressão de stalker sem motivo), Kirsty tem um papel fundamental na história e sua presença também causa um certo desconforto para Julia. Na orgnização dos móveis, Rory corta a mão e, como descrito no livro, ele possui hematofobia (medo de sangue -assim como eu tenho, então não julguem), por este motivo ele vai ao encontra de Julia, que está em um quarto escuro e deixa cair algumas gotas de sangue no chão, sendo curiosamente sugado pelo assoalho de madeira. E é neste exato momento em que o livro começa a ficar cada vez melhor. E deixo por conta de Barker desvendar o que realmente acontece dentro daquele lar.
  Lendo o livro, eu pude imaginar livremente as cenas na minha mente, já que o filme é de 1987 e eu o assisti há tanto tempo que só me lembrava vagamente da história. Depois de ler o livro, revi o filme para confrontar detalhes e observar certas adaptações que sempre ocorrem entre livros e filmes, posso adiantar que não foram muitas.
  Eu gostei bastante do livro e confesso que este foi meu primeiro contato com a escrita de Barker, o filme ficou bem vago na minha memória, e eu já não recordava com clareza dos acontecimentos. Acredito que isto tenha contribuído para que eu ficasse mais interessada em acabar a leitura.
  Para quem não gosta do gênero terror, podem ficar despreocupados, eu acredito que ele está mais em horror, mesmo com todas as cenas de sangue, dor e sofrimento, acredito que todos conseguem ler sem muito se impressionar. Bom, eu tenho medo de sangue e li numa boa!
  Enfim, fiquei muito impressionada com a atenção que o livro despertou em mim, uma vontade incontrolável de ler todas as palavras para saber o que acontecia, como a história acabaria. Apesar das poucas páginas, é necessário ter um certo olhar atento aos detalhes, eles se fazem bastante importantes no decorrer da história.
  Do mais, é só abrir o livro e aproveitar, porque ele é muito bom.
Para quem gostou da temática do livro e quer uma caixa para chamar de sua, deixo aqui uma caixa de Lemarchand para imprimir, recortar e colar. Já providenciei a minha e achei um ótimo enfeite para a estante (mas como dica, levem em uma papelaria para imprimir e peçam para que seja em um tipo de papel mais durinho, assim ela fica mais firme).








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2 comentários:

  1. Fiquei bem interessada no livro!
    Gostei do seu blog, já estou seguindo hahahah
    bjsss

    www.gabistaniak.blogspot.com

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    Respostas
    1. É muito bom mesmo, tem o filme também no youtube.
      Obriiigada por ter curtido meu blog <3
      Beeeijo

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