Resenha: A maldição de Perséfone, de Felipe Hermano Teixeira

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2 Comentários

Livro: A maldição de Perséfone
Autor: Felipe Hermano Teixeira
Editora: Aguardando publicação
Ano: 2013
Avaliação: ★★★✰

Sinopse:
“O Escolhido, com a maldição irá acabar. Os seres que se escondem hoje voltaram a habitar. A magia novamente vai governar. Mas todo cuidado é pouco, ou pode se queimar. Amigos, um dia, se tornarão inimigos e poderão lhe matar. Seres místicos estarão ao seu lado para o mundo não se acabar. Os deuses irão voltar. E lembre-se que aos quatorze uma escolha terá de fazer, para o mal ou o bem prevalecer.
Max Honeyeutt é um garoto reservado. Sempre briga com seu irmão, e em seguida se tranca no quarto para desabafar com o seu diário.
A procura de um livro para ler, Max encontra um livro antigo em sua biblioteca e resolve abri-lo. Um segredo ali dentro. Max descobre que ele é um bruxo. E o pior de tudo, o Escolhido, o Salvador.
A vida de Max vira de cabeça para baixo e vários incidentes o afastam de Nova York, sua cidade natal. Agora ele se encontra perdido nos Estados Unidos, andando com um grupo de seres místicos.
Perséfone descobre que o Escolhido está vindo. E se prepara para uma nova maldição. A primeira era a do medo e do caos – que fez com que seres místicos e até os deuses do Olimpo se escondessem. A segunda seria da destruição dos seres humanos.
Max não sabe o que fazer. Agora ele compreende que seres místicos existem, como fadas, faunos, sereias, bruxos, duendes e Estrelas. O mais incrível ainda é que ele descobre que os deuses do Olimpo, e todos os outros estão escondidos, com medo da Maldição de Perséfone.”

A resenha:
Max procura um livro para ler, entre tantos, acha um antigo e o abre, o que revela uma carta escrita por seu avô:
“(…) Você é o escolhido, aquele que irá salvar o mundo(…)” (pág 14)
Max mora em Nova York, é um garoto comum, frequenta a escola, tem amigos e é curioso como qualquer outro na sua idade. Mas tudo muda e para aceitar o desafio de ser o escolhido, ele precisa da ajuda de seus amigos, Sofie e Bruno.
Eles aceitam o desafio e partem rumo ao destino de Max. No caminho, encontram Sebastian, o responsável por levar Max e os amigos até um beco. Chegando lá, encontram um centauro, que o apresenta seus feitiços:
“Simay, Wionof, Hypnd, Lindness, Bonet, Gindles, Tyse, HuHush, Contree, Finic,  Windstorm, Storm, Obinot, Dewory, Reflerous, Liflyite, Lifchndrow, Acorrentulus, Deflus e Paughinull.” (pág 32,33)
Logo depois, eles continuam com a aventura, seguem por caminhos tortuosos e se deparam com uma tragédia, o amigo Bruno foi engolido por um dragão. Ainda abalados, com fome e sem lugar para dormir, decidem passar a noite em um hotel.
No meio da aventura, Sebastian encontra seu primo, um dos motoqueiros da floresta, localizados em Chicago. Estes, levam os amigos para o Acampamento Faunsic, um lugar onde habitam os faunos, um lugar mágico, protegido e que eles poderiam se esconder dos trorgs.
No acampamento, eles encontram Mario, o diretor do acampamento, ele aguardava com ansiedade a chegada de Max. Ele explicou a função de cada feitiço, anteriormente passado pelo centauro, e deu uma flauta, que ao ser tocada, fazia com que um exército de mortos levantasse da terra e junto com eles, um bruxo dos mortos.
Neste meio tempo, a mãe dos amigos estão a procura, desesperadas, se dirigem até a delegacia, para pedir ajuda nas buscas.
Ao ler é impossível não notar certa semelhança entre outras histórias de bruxos, entretanto, o autor de quinze anos nos revela a capacidade incrível de escrever que possui. Para os amantes do gênero fantasia, este é o livro certo, ele não deixa nada escapar e passar despercebido, embora a publicação do livro ainda não foi realizada, ao ler, entendo que ela não está muito longe.
Na narrativa não há voltas sobre um assunto específico, o que ao meu ver, caracteriza o livro com um ponto positivo, dessa forma o livro não fica cansativo. Os diálogos são claros e em nenhum momento o livro deixa de ter aventura, o que limitou um pouco a resenha, já que a cada capítulo, algo novo acontecia.
Outro ponto positivo é a linguagem utilizada, bem apropriada aos jovens. O cenário não deixa a desejar, o fornecimento de detalhes me deixou bastante situada na história, o que me encanta porque poucos autores se lembram do que está ao redor da personagem, a riqueza de detalhes tornou o livro mais rico.
Como o autor promete que haverá uma continuação, só posso esperar que, se seguir a mesma qualidade do primeiro livro, então o próximo será maravilhoso.


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2 comentários:

  1. Sou apaixonada por este tipo de livro, e este com certeza está na minha lista agora... Amei a resenha... Beijos.

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