Resenha: A Ilha, de Joshua Rubberman

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Livro: A ilha
Autor: Joshua Rubberman
Editora: Pandorga
Ano: 2014
Páginas: 191
Avaliação: ★★★★★
A ilha é um livro surpreendente, o primeiro desde que voltei a escrever, que recebeu cinco estrelas. Pode parecer absurdo, mas já li alguns livros por indicação e que julgaram ser maravilhosos, mas nada comparado a este. Talvez seja pela posição do autor, ou o modo como se expressa. Mas de uma coisa tenho certeza: não há como não se apaixonar.
Toda a história se passa após um náufrago. Não, este não é o náufrago do filme, que pelo menos o começo, poderíamos notar resquícios de semelhanças. Este é diferente.
Após a comemoração de um ano de uma agência de publicidade, treze amigos resolvem continuar a festa em alto mar. Eis que algo estranho acontece, resultando em uma explosão.
Eduardo acorda, sob a luz do sol, em uma ilha. Ao seu redor estão o mar, a areia, as árvores e destroços do barco em que estava na noite anterior.  Ele caminha procurando Elise, sua namorada, mas sem sucesso, avista de longe, apenas alguns corpos. Para alegria de Eduardo e tristeza ao mesmo tempo, ele consegue reconhecer algumas pessoas da festa que participava porém, nenhuma delas é Elise.
“Penso em dar aos mortos ao menos um enterro digno.” (pág 22)
Após o funeral de seus acompanhantes, segue rumo a mata da ilha, onde encontra algumas rochas para passar a noite. No dia seguinte, ele percebe que seu corpo necessita de água e comida e sai em busca de algo para alimentar-se.
Entre um caminho e outro, encontra outra sobrevivente, Sara; que usou a lona do barco que estava para construir um abrigo para passar a noite. Eduardo fica contente em encontrar outra sobrevivente, embora não fosse sua namorada, ele estava feliz em saber que mais pessoas conseguiram se manter vivas em meio a tragédia com o barco.
Paralelamente, em terra firme e onde moravam, chega a notícia do resgate de dois sobreviventes, Elise e Victor, o irmão de Sara. Ambos são tomados por entrevistas e depoimentos do que teria acontecido com o barco. Começaram a serem vistos como um casal e com o passar do tempo a amizade se tornou atração e o dois assumiram um relacionamento.
Enquanto na ilha Eduardo e Sara tentavam conter a atração que sentiam, o inevitável aconteceu e os dois se renderam. Começava então, um história de amor.
Depois de algum tempo, uma embarcação liderada pelo pai do dono da agência que comemorava um ano de existência, consegue encontrar o casal na ilha e os levam para a cidade em que moravam.
O que torna inevitável o encontro entre Eduardo e Elise, que se dispõe a romper com Victor para seguir com o antigo relacionamento que mantinha com Eduardo; sem sucesso, recebe uma resposta negativa, resultando em um caso de amor não recíproco.
Passado um tempo, Sara descobre que está grávida de Eduardo. Entretanto, seus afazeres depois da chegada na cidade a distanciam do relacionamento.
A caminho de um compromisso, seu táxi sofre um acidente, que a deixa no hospital. Sara se vê grávida de sete meses, em uma cama de hospital e solitária, a espera de Eduardo.
O autor consegue trabalhar as temáticas do livro de maneira suave, a divisão em capítulos curtos, facilita a leitura.
Enquanto me atentava a história, me perguntava sobre o que o autor pensava enquanto escrevia o livro, já que ele conseguia arquitetar as palavras de modo que prendesse a minha atenção e que me fizesse não deixar ler até ver o fim.
Para os leitores que gostam de histórias surpreendentes, este é o livro ideal. Não é um romance qualquer, ele tem o ponto certo. A interação entre os personagens e a riqueza de detalhes que são fornecidos nas entrelinhas, não deixam a leitura cansativa.
Posso dizer que esta é uma obra magnífica, digna de destaque entre os novos autores brasileiros. Joshua Rubberman é um autor que deu certo, podemos notar sua dedicação em cada página decorada.
E o plus do livro é a sugestão de interação entre os leitores:
“Publique sua foto com os braços abertos, dizendo o que você está agradecendo no facebook usando a hashtag #ailhalivro. Compartilhe com o mundo a sua gratidão”.


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